Inclusão na comunidade

Publicado em 20 de agosto de 2018

Fazer parte de uma comunidade e sentir-se incluído é extremamente importante na vida das pessoas. Fazer parte da comunidade não significa necessariamente que ela seja uma vizinhança ou uma comunidade geográfica, cultural ou étnica.

As pessoas podem experimentar e explorar diferentes comunidades viajando ou tirando férias, frequentando lugares diferentes como clubes, praças ou mesmo um campo esportivo. As pessoas podem conhecer novas pessoas e tentar coisas novas quando vão a vários acampamentos ou retiros. Alguns podem achar a comunidade entre uma crença religiosa que compartilham com os outros.

Existem muitas comunidades nas quais as pessoas podem fazer parte, como o trabalho e / ou comunidades sociais, que são centradas em atividades de lazer ou hobbies. Mas fazer parte de qualquer uma dessas comunidades não significa simplesmente que o indivíduo esteja presente. Para ter uma verdadeira inclusão na comunidade, o indivíduo precisa estar participando e sendo aceito pelos outros indivíduos. Tornar-se parte de qualquer comunidade requer tempo e esforço. Os indivíduos terão que aprender práticas da comunidade e ter que se acostumar com coisas novas e pessoas. Da mesma forma, os membros da comunidade terão que aprender e se acostumar com o novo membro. A inclusão na comunidade nem sempre é um processo rápido, especialmente quando faz com que as pessoas saiam de sua zona de conforto. Mas com apoio e esforço adequados, a inclusão na comunidade é extremamente gratificante e transformadora de vida.

Mas tudo isso é muito mais difícil quando você possui uma condição diferente das outras pessoas que vivem ao seu redor. Talvez essa seja a maior angustia que um familiar de crianças com TEA (Transtornos do Espectro do Autismo) ou alguma outra condição como surdez, nanismo, ou alguma síndrome genética.

Outro dia falamos de escolas inclusivas, mas que tal refletirmos sobre sociedades ou comunidades inclusivas. Há algum tempo conheci uma empresa social que trabalha com a colocação de pessoas com TEA no mercado de trabalho, se chama Specialisterne.

Specialisterne significa, em dinamarquês, “os especialistas” e é o nome da empresa dinamarquesa e do conceito inicial desenvolvido por Thorkil Sonne. A marca Specialisterne pertence à Specialisterne Foundation. Os diferentes locais da Specialisterne no mundo são empresas socialmente inovadoras que aproveitam as qualidades das pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) como uma vantagem competitiva e como um meio para ajudá-los a encontrar emprego/trabalho. A maior parte dos empregados da Specialisterne tem um diagnóstico de TEA e trabalha como consultora em tarefas de testes de software e processos de dados e de documentos.

Na Specialisterne as pessoas trabalham num ambiente onde têm as melhores oportunidades para desenvolver os seus potenciais. Estas pessoas não têm que aprender a se adaptar a normas laborais como o trabalho em equipe, a empatia, o controle do stress ou a flexibilidade. Estas não são as qualidades habituais das pessoas com TEA, fato que ocasiona geralmente a sua exclusão do mercado de trabalho. Pelo contrário, a Specialisterne celebra as diferenças e os traços de caráter que tantas vezes são vistos como um estigma.

Exemplos como esse é que nos fazem acreditar na Humanidade. Parabéns a todos que fazem esforços para incluir as pessoas diferentes em sua comunidade.

Saiba mais sobre a Specialisterne

http://br.specialisterne.com

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:

  1. http://br.specialisterne.com
  2. http://www.autism-society.org/living-with-autism/community-inclusion/

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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