Como cuidar das necessidades psicossociais das crianças com necessidades especiais de saúde

Publicado em 4 de fevereiro de 2019

A Academia Americana de Pediatria (AAP) sugere uma abordagem colaborativa para os cuidados de saúde é importante para cuidar dos quase 20% das crianças dos EUA com necessidades especiais de cuidados de saúde.

O número de crianças com necessidades especiais de saúde está aumentando. Este aumento foi de cerca de 15% nos últimos seis anos nos Estados Unidos e deve ocorrer o mesmo no Brasil, embora não tenha encontrado esses dados. Para equipar os pediatras no cuidado dessas crianças, a AAP está publicando um novo relatório clínico “Fatores Psicossociais em Crianças e Jovens com Necessidades Especiais de Saúde e suas Famílias” na edição de janeiro de 2019 da Pediatrics.

Crianças e jovens com necessidades especiais de saúde correm maior risco de condições físicas, de desenvolvimento, comportamentais ou emocionais crônicas, e estudos mostram que suas famílias vivenciam maiores demandas financeiras e de cuidado. No entanto, os pediatras podem desempenhar um papel na promoção dos pontos fortes dessas crianças, que prosperam quando recebem os suportes adequados.

A AAP orienta os pediatras a promoverem fatores psicossociais protetores como parte de uma atenção integral coordenada para crianças com necessidades especiais e suas famílias. Uma abordagem baseada em equipe com parceiros da comunidade, como creches e escolas, pode ajudar na mitigação de fatores de risco e na promoção de fatores protetores, como técnicas parentais saudáveis, redução do estresse e serviços sociais, para aumentar a resiliência.

Aproximadamente 20% das crianças e adolescentes nos EUA têm uma necessidade especial de saúde, de acordo com dados de 2016. Isso representa um aumento de 15% em relação a 2010. Para cuidar dessas crianças, a AAP recomenda que os pediatras desempenhem um papel de liderança na triagem e avaliação, promovendo saúde e bem-estar, oferecendo pagamentos flexíveis para reduzir os encargos financeiros dos serviços de saúde e implementando estratégias baseadas em equipe. Outras recomendações incluem:

1- Promover saúde e bem-estar e avaliações oportunas da saúde socioemocional da criança, depressão dos pais e / ou cuidador e determinantes sociais da saúde;

2- Preparar práticas pediátricas para melhorar a triagem, encaminhamentos e acompanhamento dessas crianças para garantir que elas recebam os cuidados de que precisam;

3- Trabalhar com creches e funcionários da escola para monitorar o progresso, reduzir as ausências e melhorar as experiências de aprendizado e o desempenho acadêmico;

4- Defender recursos e estratégias baseados na comunidade para abordar os determinantes sociais da saúde e reduzir as disparidades para crianças com problemas de saúde e suas famílias;

5- Além disso, a AAP recomenda que sejam feitas mais pesquisas sobre ferramentas de rastreio e adaptações para ajudar as crianças com necessidades especiais de cuidados de saúde.

SAIBA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO:

Crianças com necessidades especiais: Escolas inclusivas: https://goo.gl/fLM8dp
A inclusão de jovens com necessidades especiais: https://goo.gl/deha4d

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics January 2019, VOLUME 143 / ISSUE 1

From the American Academy of Pediatrics, Clinical Report

Psychosocial Factors in Children and Youth With Special Health Care Needs and Their Families

Gerri Mattson, Dennis Z. Kuo, COMMITTEE ON PSYCHOSOCIAL ASPECTS OF CHILD AND FAMILY HEALTH, COUNCIL ON CHILDREN WITH DISABILITIES

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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