Aumenta a estimativa da prevalência do autismo para 1 em 59 crianças

Publicado em 13 de julho de 2018

A dificuldade de se diagnosticar o transtorno do espectro autista faz parecer exagerado os números americanos, que não são encontrados em outros lugares do Mundo. Fica sempre a dúvida se os americanos diagnosticam demais ou os outros países que diagnosticam menos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) divulgaram em abril a atualização bianual da prevalência estimada do autismo entre as crianças americanas, com base em uma análise de registros médicos de 2014 e, quando disponíveis, registros educacionais de crianças de oito anos de 11 locais de monitoramento nos Estados Unidos. Esta nova estimativa representa um aumento de 15% na prevalência nacional: para uma em 59 crianças, de uma em 68, dois anos antes.

No entanto, as estimativas de prevalência variaram amplamente entre os locais de monitoramento, com números significativamente maiores nos locais onde os pesquisadores tinham acesso total aos registros escolares. Isso sugere que os novos números nacionais refletem uma persistente subcontagem da verdadeira prevalência do autismo entre as crianças do país.

Autism Speaks, ONG americana, chama atenção dos legisladores, agências de saúde pública e os Institutos Nacionais de Saúde para avançar na pesquisa que nos ajuda a entender melhor o aumento da prevalência e as complexas necessidades médicas que frequentemente acompanham o autismo. O Autism Speaks pede também aos líderes do governo a promover políticas que forneçam melhor apoio e serviços individualizados em áreas como educação, transição para a vida adulta, opções residenciais e emprego.

As cinco principais conclusões do novo relatório incluem:

1- Nacionalmente, uma em 59 crianças teve um diagnóstico de transtorno do espectro do autismo (ASD) aos oito anos em 2014, um aumento de 15% em relação a 2012;

2- Mas as taxas estimadas variaram, com uma alta de um em 34 no mais alto índice encontrado até a prevalência estimada do autismo de apenas um em 77 no Estado mais com índice mais baixo. “Isso sugere que a nova estimativa de prevalência nacional de um em 59 ainda pode refletir uma baixa prevalência real do autismo;

3- A diferença de gênero no autismo diminuiu. Enquanto os meninos foram quatro vezes mais propensos a serem diagnosticados do que as meninas em 2014, a diferença foi menor do que em 2012, quando os meninos foram 4,5 vezes mais diagnosticados que as meninas. Isso parece refletir uma melhor identificação do autismo em meninas;

4- As crianças brancas ainda eram mais propensas a serem diagnosticadas com autismo do que as crianças de minorias. No entanto, a diferença étnica diminuiu desde 2012, particularmente entre crianças negras e brancas. Isso parece refletir uma maior conscientização e triagem em comunidades minoritárias. No entanto, o diagnóstico de autismo entre crianças hispânicas ainda é significativamente inferior ao das crianças não hispânicas;

5- Lamentavelmente, o relatório não encontrou nenhuma diminuição geral na idade do diagnóstico. Em 2014, a maioria das crianças ainda estava sendo diagnosticada após os quatro anos de idade, embora o autismo possa ser diagnosticado com confiança já aos dois anos de idade. O diagnóstico precoce é crucial, pois a intervenção precoce oferece a melhor oportunidade para apoiar o desenvolvimento saudável e proporcionar benefícios ao longo da vida.

Saiba mais sobre este assunto:

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: https://www.autismspeaks.org

 

 

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