Uso de tablets pode ser um aliado na terapia de crianças especiais

Publicado em 13 de março de 2015

Usando com moderação, as novas tecnologias podem estimular o desenvolvimento cognitivo, avaliam especialistas.

Smartphones, tablets, computadores. As novas tecnologias fazem parte da rotina e é quase impossível não ser impactado pelos fascínios que elas provocam. Mas elas contribuem ou são prejudiciais às crianças especiais? Para a psicopedagoga Sandra Pio, da Clínica Interligar de Porto Alegre – especializada em atendimentos a pacientes especiais com ênfase para autismo, as novas tecnologias podem servir de motivação e estímulo nas terapias dessas crianças. “Sou completamente a favor, desde que haja um limite”. A especialista cita o exemplo de crianças com patologias como a síndrome de Down, que não escrevem em cadernos, mas utilizam o computador ou o tablet para se expressar.
Mas para a tecnologia virar uma aliada no desenvolvimento dessa criança especial, Sandra diz que os pais têm papel fundamental. “Não é apenas entregar o tablet para a criança e não estimulá-la. É preciso criar uma agenda com atividades diferentes para essas crianças perceberem que existem outras coisas para fazer com o acessório”.
A psicóloga Maíra Ainhoren Meimes, da Interligar, destaca a função educacional transmitida pelos jogos. “Se for usado como um dispositivo para melhorar as habilidades ou momento de diversão, é interessante”, avalia. No entanto, ela chama a atenção para a necessidade de momentos de tranquilidade e de brincadeiras que estimulem a parte motora, como montar e desmontar objetos. “Neste caso, uso demasiado do tablet pode trazer prejuízos às crianças”, alerta. Maíra destaca ainda outro aspecto importante a observar, que é a necessidade de interação com outras pessoas. “Para o desenvolvimento cognitivo é importante dar a oportunidade do relacionamento entre pessoas, por meio da imitação, observação e comunicação através de símbolos. Sempre mostrando a comunicação social como um todo”, complementa.
Segundo a psicóloga, atualmente se usa muito os tablets para essa comunicação no autismo ou Down, mas objetivo é sempre a inclusão social.

 

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